terça-feira, 27 de março de 2018

Curiosidades Religiosas: O que vem a ser Ano Litúrgico?

O Ano Litúrgico nasceu da necessidade de se organizar as comemorações religiosas cristãs, e tomou o nome de “Calendário Litúrgico”.
Inicialmente vamos fazer algumas distinções: O Ano Civil começa em 1º de Janeiro e termina em 31 de Dezembro. Já o Ano Litúrgico começa no 1º Domingo do Advento (cerca de quatro semanas antes do Natal) e termina no sábado anterior a ele. Podemos perceber, também, que o Ano Litúrgico está dividido em “Tempos Litúrgicos”, como veremos a seguir.
Antes, porém, vale a pena lembrar que o Ano Litúrgico é composto de dias, e que esses dias são santificados pelas celebrações litúrgicas do povo de Deus, principalmente pelo Sacrifício Eucarístico e pela Liturgia das Horas. Por esses dias serem santificados, eles passam a ser denominados dias litúrgicos. A celebração do Domingo e das Solenidades, porém, começa com as Vésperas (na parte da tarde) do dia anterior.
Dentre os Dias Litúrgicos da semana, no primeiro dia, ou seja, no Domingo (Dia do Senhor), a Igreja celebra o Mistério Pascal de Jesus, obedecendo à tradição dos Apóstolos. Por esse motivo, o Domingo deve ser tido como o principal dia de festa.
Cada rito litúrgico da Igreja Católica tem o seu Calendário Litúrgico próprio, com mais ou menos diferenças em relação ao Calendário Litúrgico do Rito romano, o mais conhecido. No entanto, para todos os ritos litúrgicos é idêntico o significado do Ano litúrgico, assim como a existência dos diversos tempos litúrgicos e das principais festas litúrgicas.
A Igreja estabeleceu, para o Rito romano, uma seqüência de leituras bíblicas que se repetem a cada três anos, nos domingos e nas solenidades. As leituras desses dias são divididas em ano A, B e C. No ano A leem-se as leituras do Evangelho de São Mateus; no ano B, o de São Marcos e no ano C, o de São Lucas. Já o Evangelho de São João é reservado para as ocasiões especiais, principalmente as grandes Festas e Solenidades.
Nos dias da semana do Tempo Comum, há leituras diferentes para os anos pares e para os anos ímpares, tirando o Evangelho, que se repete de ano a ano. Deste modo, os católicos, de três em três anos, se acompanharem a liturgia diária, terão lido quase toda a Bíblia.
O Ano Litúrgico da Igreja é assim dividido:
1.   Ciclo da Páscoa
3.   Tempo comum
4.   Ciclo santoral
Este Ano litúrgico da Igreja tem leituras bíblicas apropriadas para as celebrações de cada santo em particular. Aí estão as 15 solenidades e 25 festas, com leituras obrigatórias, as 64 memórias obrigatórias e 94 memórias facultativas, com leituras opcionais. O Calendário apresenta também 44 leituras referentes à ressurreição de Jesus Cristo, além de diversas leituras para os SantosDoutores da IgrejaMártires, Virgens, Pastores e Nossa Senhora.
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quarta-feira, 14 de março de 2018

Curiosidades Religiosas: Por que a Semana Santa não tem data fixa?

Uma pergunta que nem todo cristão sabe a resposta

Inicialmente cabe dizer que várias datas religiosas estão atreladas ao ano litúrgico. Os verdadeiros cristãos devem celebrar, viver e prolongar na sua vida a presença real do Senhor através da liturgia! A liturgia permite celebrar os mistérios da vida de Jesus ao longo do ano, tendo sua ressurreição como eixo. Esse ciclo é conhecido como Ano Litúrgico.
O Ano Litúrgico começa no 1º. Domingo do Advento (cerca de quatro semanas antes do Natal) e termina no sábado anterior a ele.
Mas por que a Semana Santa muda de data todo ano?
Muda porque a data da festa da Páscoa está ligada à páscoa judaica.
O povo judeu celebrava a páscoa, chamada também de “Festa da Liberdade”, comemorando o fim da escravidão e sua saída do Egito. Segundo o judaísmo, os hebreus devem celebrar todos os anos a festa da páscoa durante uma semana inteira, entre os dias 14 e 21 do mês de Nissan – dias que começam com a primeira lua cheia da primavera.
O mês de Nissan é o primeiro mês do calendário hebraico bíblico (Êx 12, 2), porque nesse mês o povo de Israel saiu do Egito. Tal mês cai entre os dias 22 de março e 25 de abril.
A festa da páscoa era fixada com base no ano lunar, e não no ano solar do calendário civil. Recordemos que, nas antigas civilizações, empregava-se o calendário lunar para calcular a passagem do tempo.
A partir daqui cabe responder alguns questionamentos adicionais que você, com certeza, iria fazer.
Por que os judeus celebram sua páscoa com a primeira lua cheia da primavera?
Porque havia lua cheia na noite em que o povo judeu saiu do Egito, e isso lhes permitiu fugir a noite sem ser descoberto pelo exército do Faraó, ao não depender de lâmpadas.
Mas o que a páscoa judaica tem a ver com a Páscoa cristã?
Na Última Ceia, realizada na Quinta-Feira Santa, os apóstolos celebraram com Jesus a páscoa judaica, comemorando o êxodo do povo de Israel, guiado por Moisés. Com isso, temos a certeza de que a primeira Quinta-Feira Santa da história foi uma noite de lua cheia.
E é por isso que a Igreja Católica coloca a Quinta-Feira Santa no dia de lua cheia que se apresenta entre os meses de março e abril. Então, a data da Semana Santa depende da lua cheia, por isso sua mobilidade.
Esta mobilidade afeta não somente as festas relacionadas à Pascoa, mas também o número de semanas do Tempo Comum; são as chamadas festas móveis, que variam todos os anos, juntamente com a solenidade da Páscoa, da qual dependem.
Antigamente, a Páscoa era celebrada exatamente no mesmo dia da páscoa judaica; mas uma decisão do Concílio de Niceia (ano 325) determinou que a Páscoa Cristã fosse celebrada no domingo (o domingo posterior à primeira lua cheia primaveral do hemisfério norte).
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domingo, 8 de janeiro de 2017

Curiosidades: Quando a Bíblia foi dividida em capítulos e versículos?



A Bíblia é o livro mais lido de todos os tempos e campeã em edições e traduzida para todos os idiomas conhecidos. Inicialmente a Bíblia era um conjunto de rolos de papiros escritos em vários idiomas ou dialetos, tais como o hebraico, grego etc. Era de difícil manuseio e só alguns poucos tinham conhecimentos para lê-la e manuseá-la.

Por volta do fim do século IV e início do século V, São Jerônimo foi incumbido pelo Papa Dâmaso de fazer a tradução da Bíblia para o latim, ficando essa tradução conhecida como VULGATA. O objetivo do Papa Dâmaso era tornar a Bíblia mais popular (daí o nome VULGATA, que quer dizer popularizar), pois o latim era, na época a língua universal. Mesmo assim, as dificuldades para a leitura e interpretação Bíblica continuava apresentando dificuldades. Para sanar tais dificuldades, a Bíblia foi dividida em capítulos no século XIII (entre 1234 e 1242), pelo teólogo Stephen Langhton, então Bispo de Canterbury, na Inglaterra, e professor da Universidade de Paris, na França.
 
Inicialmente o Antigo Testamento foi dividido em versículos pelos massoretas, estudiosos judeus das Sagradas Escrituras. Foram os massoretas que entre os séculos IX e X, primeiro dividiram o texto hebraico (do Antigo Testamento) em versículos.

Até meados do século XVI, as Bíblias eram publicadas somente em capítulos, como por exemplo, a Bíblia traduzida para o alemão por Lutero, por volta de 1530. No ano de 1551, Robert d’Etiénne, impressor francês, influenciado pelas técnicas dos massoretas, dividiu o Novo Testamento em versículos.

Por volta de 1560, na Suíça, foi publicada a primeira Bíblia já constando integralmente a divisão de capítulos e versículos – ficou conhecida como a Bíblia de Genebra. Os primeiros editores da Bíblia de Genebra optaram pelos capítulos e versículos vendo nisto grande utilidade para a memorização, localização e comparação de passagens bíblicas. Em 1681, foi elaborada , em Português, a primeira edição do Novo Testamento de João Ferreira de Almeida, publicada com a divisão de capítulos e versículos.
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terça-feira, 20 de dezembro de 2016

Blog dos Espíritas: Curiosidades Religiosas: O NASCIMENTO DE JESUS

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segunda-feira, 19 de dezembro de 2016

Blog dos Espíritas: A História da Árvore de Natal e o Presépio

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