sexta-feira, 28 de outubro de 2011

O que é Karma?


O karma não é bem uma expressão ligada a Doutrina Espírita. A palavra Karma - no lugar da qual os espíritas preferem usar "Lei de Ação e Reação" - tem sua origem na Índia Védica e significa "Ação". 

No Oriente, onde é bastante difundido pelas filosofias orientais, principalmente no Hinduísmo e no Budismo, karma traz a idéia de que existe uma ordenação moral no Universo. Todos os nossos atos tem efeitos e recebemos a reação destes efeitos. Se praticamos o bem, temos o bem como retorno, se praticamos o mal sofremos com os resultados desfavoráveis que advém dessas ações. Bem, neste sentido, é o que traz felicidade ao próximo e mal o que traz infelicidade. Em resumo, o nosso hoje é resultado do nosso ontem e o nosso amanhã depende do que fizermos hoje.

Existem dois tipos de karma: o individual e o coletivo. Agrupamentos sociais recebem o retorno de suas ações da mesma forma que os indivíduos. Vivemos em um mundo de relações e somos assim interdependentes. Se uma pessoa sofre "hoje" por seu "karma" e somos colocados em situação de poder ajudá-la isto - em um caso muito comum - significa que de alguma forma contribuímos para a sua situação atual e é nossa obrigação ajudá-la a sair dela ou a minimizar suas dores. Os filósofos hindús tem até uma palavra para isso, Dharma, que pode ser traduzida por "dever". Cada pessoa em face de suas ações passadas contabiliza um certo "karma" que se reflete em sua situação presente e um "dharma" que corresponde ao melhor aproveitamento que pode ter delas.

Ressalte-se que o "karma" - no sentido da colheita das ações passadas - não é necessariamente negativo.  Uma pessoa, em virtude de seus esforços em direção ao bem, colhe em retorno paz de espírito e situações de felicidade cada vez maior.

A interpretação da Doutrina Espírita não é muito diferente, e assim, nós, espíritas ajudamos as pessoas carentes porque acreditamos ser nossa obrigação ajudar na construção de um mundo melhor, onde o ensinamento de Jesus de "amar a Deus sobre todas as coisas e ao próximo como a si mesmo", seja efetivamente praticado.
 
Isto é basicamente o que Jesus ensinou quando disse que "a cada um segundo suas obras", e que também pouco vale ficar clamando "Jesus, Jesus ..." e não seguir suas orientações.
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